{"id":352,"date":"2012-09-27T11:47:23","date_gmt":"2012-09-27T13:47:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontralorena.com.br\/noticias\/?p=352"},"modified":"2013-08-14T14:03:33","modified_gmt":"2013-08-14T16:03:33","slug":"secretaria-da-cultura-realiza-projeto-lorena-aos-80","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontralorena.com.br\/noticias\/secretaria-da-cultura-realiza-projeto-lorena-aos-80\/","title":{"rendered":"Secretaria da Cultura realiza Projeto Lorena aos 80"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA ideia \u00e9 angariar momentos importantes, preservar a mem\u00f3ria da cidade atrav\u00e9s da contribui\u00e7\u00e3o generosa de ilustres cidad\u00e3os, colher informa\u00e7\u00f5es, lembran\u00e7as de fatos in\u00e9ditos e divertidos (alguns nem tanto) que se confundem com a hist\u00f3ria de Lorena e registr\u00e1-los em v\u00eddeo digital para a posteridade\u201d, explica o secret\u00e1rio municipal da Cultura, Caio de Andrade.<\/p>\n<p>Grande parte dos entrevistados \u2013 todos, no m\u00ednimo, octogen\u00e1rios (alguns est\u00e3o quase ou j\u00e1 na casa dos noventa) \u2013 frequentam os eventos da Casa da Cultura. Padre M\u00e1rio Bonatti, dr. Hugo Di Domenico, professor Nelson Pesciotta, Irm\u00e3 Olga de S\u00e1 e a jornalista e poetisa Maria Luiza Reis participam da Academia de Letras e, mensalmente, est\u00e3o presentes \u00e0 reuni\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, que acontece todo terceiro s\u00e1bado do m\u00eas, no Solar do Conde Moreira Lima.<\/p>\n<p>Guardi\u00f5es da Banda Mamede de Campos, o professor Adolpho Prado e o professor Rang tamb\u00e9m est\u00e3o sempre no casar\u00e3o, acertando a agenda da corpora\u00e7\u00e3o (uma das institui\u00e7\u00f5es culturais que recebe o apoio da Secretaria da Cultura). \u201cInvariavelmente, nestes encontros \u2013 casuais ou n\u00e3o \u2013 muitas hist\u00f3rias surgem, inspiram, emocionam, provocam curiosidade e at\u00e9 espanto, mas se perdem. Da\u00ed surgiu a id\u00e9ia. Registrar essas conversas, que muitas vezes surgem de modo informal, mas que est\u00e3o quase sempre carregadas de uma imensa carga de import\u00e2ncia\u201d, diz Caio de Andrade.<\/p>\n<p>E continua: \u201cS\u00e3o hist\u00f3rias de suas vidas, aventuras familiares e profissionais, suas mem\u00f3rias, ricas, cheias de in\u00fameras atividades, muitas delas ligadas intrinsecamente a lugares, momentos ou situa\u00e7\u00f5es da nossa cidade. Dona Mariazinha Pinto Antunes, o sr. Antenor Figueira e o sr. Jos\u00e9 Vieira foram v\u00e1rias vezes mencionados pelos j\u00e1 citados e, assim, ficou evidente o que j\u00e1 era sabido: trata-se de pessoas especiais, de qualidade, atuantes, que se conhecem e reconhecem, que se encontraram em diversos momentos da vida \u2013 cultural, pol\u00edtica, econ\u00f4mica, social, estudantil, etc. \u2013 lorenense, enquanto, cada qual \u00e0 sua maneira, contribu\u00eda para o desenvolvimento da cidade\u201d.<\/p>\n<p>O desenvolvimento do projeto<\/p>\n<p>O projeto come\u00e7ou no final do ano passado, com as primeiras reuni\u00f5es da equipe t\u00e9cnica e a prepara\u00e7\u00e3o das pr\u00e9-entrevistas. Precedeu a cada um dos dez encontros um trabalho minucioso de pesquisa sobre cada um dos dez ilustres convidados. Geralmente, uma semana antes da grava\u00e7\u00e3o de cada epis\u00f3dio, havia um encontro informal, um bate-papo preparat\u00f3rio, um quebra-gelo, para que a entrevista em si (que seria realizada alguns dias depois) registrasse tudo da forma mais natural poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A equipe da Casa da Cultura \u2013 formada por um produtor, uma estagi\u00e1ria, uma entrevistadora, o roteirista, o cinegrafista e o diretor \u2013 chegava \u00e0 casa do entrevistado (ou no local combinado), armava o equipamento e a\u00ed come\u00e7ava o registro, feito simultaneamente em duas c\u00e2meras digitais. Diversas hist\u00f3rias brotavam de forma praticamente espont\u00e2nea, uma vez que a pergunta que ati\u00e7ava a conversa era apenas o estopim que, invariavelmente, deflagrava depoimentos emocionantes.<\/p>\n<p>Assim, quest\u00f5es sobre a educa\u00e7\u00e3o e a arte de ensinar foram pontos altos nos depoimentos de v\u00e1rios educadores, como os professores Nelson Pesciotta, Adolpho Prado, Maria Luiza Reis, dentre outros. A vida religiosa, a escolha pela voca\u00e7\u00e3o salesiana, que tanto contribui para a grandeza de Lorena, foi o destaque dos depoimentos do padre M\u00e1rio e da Irm\u00e3 Olga. O sr. Jos\u00e9 Vieira contou parte importante da hist\u00f3ria do com\u00e9rcio. Dr. Hugo Di Dom\u00eanico n\u00e3o s\u00f3 falou de sua longa carreira de m\u00e9dico, como de muitas outras curiosidades, como uma pequena e emocionada alus\u00e3o aos imigrantes italianos, tamb\u00e9m formadores de nossa identidade. O sr. Antenor Figueira contou sobre o envolvimento da regi\u00e3o na Revolu\u00e7\u00e3o de 1932 e a hist\u00f3ria do pioneirismo da assist\u00eancia social em nossa cidade foi recriada de modo comovente por sua grande representante, Dona Mariazinha Pinto Antunes. O professor Rang contou hist\u00f3rias sobre os antigos carnavais, enquanto v\u00e1rios deles tocaram em temas menos alegres, como a \u00e9poca em que a cidade passou pelo inc\u00f4modo per\u00edodo da ditadura, al\u00e9m de relembrarem muitos outros momentos importantes.<\/p>\n<p>\u201cTudo come\u00e7ava por um vi\u00e9s mais pessoal, onde os entrevistados falavam sobre sua inf\u00e2ncia, suas fam\u00edlias, sua forma\u00e7\u00e3o escolar e religiosa, al\u00e9m das lembran\u00e7as mais remotas\u201d, conta Caio de Andrade. \u201cAp\u00f3s o per\u00edodo das entrevistas, que se estendeu por um longo tempo, uma vez que nem sempre as agendas coincidiam \u2013 como j\u00e1 dissemos a grande maioria dos dez entrevistados ainda est\u00e1 em plena atividade \u2013, come\u00e7ou o que chamamos de decupagem. Ver e rever o que foi gravado in\u00fameras vezes para organizar o material colhido, avaliar o que \u00e9 imprescind\u00edvel e o que deve ser deixado de lado, uma vez que \u00e9 preciso colocar os depoimentos dentro de um formato \u00fanico, padr\u00e3o, que atenda aos crit\u00e9rios de exibi\u00e7\u00e3o. Alguns depoentes falaram por mais de duas horas e, mesmo que a maioria do que foi dito tenha import\u00e2ncia, \u00e9 preciso fazer uma sele\u00e7\u00e3o, uma elei\u00e7\u00e3o, colocando todos os depoimentos dentro de um \u00fanico formato, para que a s\u00e9rie de entrevistas fique bem configurada e coerente com seus objetivos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA fase de decupagem levantou outra necessidade: o enxerto de novos materiais para ilustrar o que foi sendo dito: fotografias antigas \u2013 da fam\u00edlia, do ambiente de trabalho, de momentos importantes como casamentos, batizados dos filhos, netos, ordena\u00e7\u00f5es etc. \u2013, documentos, v\u00eddeos caseiros e os mais diversos complementos que possam ajudar a ilustrar, a dar mais vida \u00e0s entrevistas\u201d, continua o secret\u00e1rio, empolgado.<\/p>\n<p>O projeto est\u00e1, justamente, nesse per\u00edodo de garimpagem, quando os dez entrevistados (com a ajuda de amigos e familiares) est\u00e3o recolhendo esses materiais complementares, para dar mais brilhantismo e emo\u00e7\u00e3o ao depoimento j\u00e1 gravado. Depois do garimpo vem a fase da edi\u00e7\u00e3o, quando um novo profissional, o editor, entra em cena para dar o acabamento final ao trabalho, deixando tudo equalizado (som e imagem), devidamente sonorizado (com a coloca\u00e7\u00e3o da trilha sonora) e com os cr\u00e9ditos dos profissionais envolvidos no trabalho.<\/p>\n<p>\u201cA ideia era terminar ainda em setembro, mas foi imposs\u00edvel. O material resultante do trabalho feito com tanto carinho e dedica\u00e7\u00e3o se revelou muito mais importante \u2013 e instigante \u2013 do que o previsto. N\u00e3o que o depoimento esperado por parte dos dez convidados pudesse de alguma forma gerar m\u00e1s expectativas. Mas tudo saiu muito melhor do que o esperado. E, portanto, agora, \u00e9 preciso ter calma, tranquilidade no acabamento, para que o resultado fique \u00e0 altura dos entrevistados\u201d, finaliza Caio.<\/p>\n<p>Cada entrevista vai gerar um v\u00eddeo de aproximadamente trinta minutos de cada convidado e ser\u00e1 feito um material especial, de longa dura\u00e7\u00e3o (com aproximadamente uma hora e meia), misturando todos os depoimentos, divididos por assuntos \u2013 muitos deles comuns a todos os depoentes.<\/p>\n<p>O material ser\u00e1 exibido em noite de estreia, no Teatro S\u00e3o Joaquim, em novembro \u2013 m\u00eas em que se comemora o anivers\u00e1rio da cidade. Depois, todos os depoimentos ser\u00e3o exibidos na Casa da Cultura, em dias e hor\u00e1rios a serem divulgados e ficar\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se tudo der certo, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 colher mais material e produzir novos v\u00eddeos, de forma ininterrupta, para que cada vez mais lorenenses, plenos de sabedoria e experi\u00eancia, possam deixar o seu quinh\u00e3o de mem\u00f3ria registrado nos arquivos da posteridade.<\/p>\n<p><em>Fonte: Prefeitura Lorena\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA ideia \u00e9 angariar momentos importantes, preservar a mem\u00f3ria da cidade atrav\u00e9s da contribui\u00e7\u00e3o generosa de ilustres cidad\u00e3os, colher informa\u00e7\u00f5es, lembran\u00e7as de fatos in\u00e9ditos e divertidos (alguns nem tanto) que se confundem com a hist\u00f3ria de Lorena e registr\u00e1-los em v\u00eddeo digital para a posteridade\u201d, explica o secret\u00e1rio municipal da Cultura, Caio de Andrade. 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